Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

 

 

 

Passou cerca de um ano desde que terminou a Operação Triunfo e que te aventuraste no mundo da música a nível profissional. Qual é o balanço que fazes?

 

Ricardo Soler - Até agora o balanço tem sido sem dúvida positivo! Não tenho parado de trabalhar exclusivamente na área da música, o que é muito bom sinal!


  

Antes da O.T.

 

Apesar de teres tido maior visibilidade através da O.T., a paixão pela música é algo que sempre te acompanhou. Quando é que te apercebeste que a paixão pela música não era uma simples paixão, mas sim um dom?

 

RS - Nunca entendi a minha voz como sendo um dom, cantar sempre foi uma paixão, depois enquanto andava na faculdade era também um hobby e um escape e agora vivo da música e isso deixa-me muito feliz!

 

Estreaste-te a cantar na TV com apenas 6 anos, recordas-te dessa experiência?

 

RS - Lembro-me mais da reacção na escola no dia a seguir, passei do miúdo que nem abria a boca e que estava sempre quieto e sossegado para o miúdo que tinha ido à televisão cantar!


 

Durante a tua adolescência cantaste em campos de férias, foste membro de um coro, entre outras coisas ligadas à música. Em que medida é que estas actividades foram importantes para ti e para a tua carreira?

 

RS - Tenho muito boas memórias dos meus verões no campo de férias e foi lá que comecei a cantar para muita gente, porque desde que fui à televisão com 6 anos até à data só cantava no quarto e às escondidas e no campo de férias os meus monitores e colegas davam-me apoio de modo a ir perdendo a vergonha toda! O coro Notas Soltas surgiu logo após os campos de férias e foi onde aprendi a cantar em conjunto, fiz grandes amigos e viajei bastante o que me permitiu conhecer outros coros e outros modos de cantar. O coro e o meu interesse em ouvir diversos estilos de música contribuíram certamente para a obtenção de alguma versatilidade musical.


 

Com o Coro Notas Soltas fizeste a abertura da cerimónia dos Globos de Ouro em 2002, tendo inclusivamente feito um solo no tema... Fala-nos das lembranças que guardas desse dia.

 

RS - Lembro-me de estar muito bem disposto na companhia dos meus amigos do Coro mas também me lembro de estar muito nervoso por ter que fazer o solo! Momentos antes de entrar em palco estava tão nervoso que a Catarina Furtado (que ia abrir a apresentação dos Globos e passar a direcção da mesma ao Herman José) me agarrou na mão e disse para ter calma porque ia tudo correr bem!


 

Enquanto cantor desconhecido, fizeste duetos com nomes conhecidos da música portuguesa, como te sentias, sendo um amador, por estar ao lado desses grandes nomes?

 

RS - Acho que a melhor recordação que tenho é mesmo de saber que ia poder cantar com a Rita Guerra, lembro-me que na altura fiquei sem reacção e durante algum tempo fiquei sentado a olhar o infinito. Estou muito grato por ter trabalhado com toda a gente com quem trabalhei e que de uma forma ou de outra me ensinaram coisas novas!


 

Participaste na banda sonora de algumas séries e novelas televisivas, de que forma surgiu essa oportunidade e como foi a experiência?

 

RS - Essa oportunidade surgiu quando o meu querido primo Maestro José Marinho assistiu a uma gravação minha de um concerto do coro onde eu fazia um solo na canção “Balada de Outono”. Chamou-me ao estúdio dele e propôs que eu gravasse uma canção e eu na altura nem sabia para o que era…semanas depois estava na banda sonora da “Ana e os 7”. Sempre desejei cantar para bandas sonoras ou fazer dobragens por isso este passo foi muito importante para mim! Lembro-me de estar de lágrima no olho quando estrearam “Os Serranos” e ouvi a minha voz a cantar o genérico...

 

 

 

Ainda antes da O.T., participaste em pelo menos 3 festivais de música: Festival da Canção dos Países da Bacia do Mediterrâneo (Megahit), na Turquia; Festival Internacional da Bulgária, em Varna; Festival Internacional Vozes do Atlântico, no Funchal, (Madeira).

Foste o grande vencedor do último. Qual é o interesse que tem para ti este tipo de certames? O que te levou a participar em cada um deles?


 

RS - Este tipo de certames tem como grande objectivo a partilha de cultura musical…aprendi tanto mas tanto sobre outros países e outras culturas quando participei nestes festivais! Acho que a razão que me levou a participar em cada um deles foi exactamente a mesma: a vontade de cantar na minha língua e cada um desses festivais permitia a expressão musical através da língua portuguesa.


 

 

Ganhaste prémios como o de Melhor Interpretação (na Turquia em 2004 e no Funchal em 2006), Melhor Letra (Funchal, em 2006) e Vencedor Absoluto (Funchal, em 2006). Que importância tiveram estas vitórias para ti e para a tua carreira?

 

RS - Estas vitórias ajudaram-me a acreditar que se calhar o sonho seria possível e até palpável. Fizeram-me acreditar nas minhas capacidades de intérprete e até letrista e pude com alguns desses prémios homenagear algumas pessoas que me acompanharam neste percurso e algumas já nem por cá estão; falo principalmente do Maestro José Marinho, foi ele que me ajudou nesses três festivais e é ele que continua a ser a minha estrela-guia neste percurso musical.


  

Em 2003 concorres e ingressas no curso de enfermagem. O que despoletou a vontade de escolheres esse curso? Foi outra paixão?

 

RS - Acho que sempre fui bom aluno e interessava-me em estudar e tirar boas notas...sentia-me bem comigo mesmo. Sempre quis ter um curso superior e a área da Saúde sempre me despertou grande interesse assim como o contacto com as pessoas. Na altura a Enfermagem parecia-me o curso que aliava isso, conhecimento científico com a parte humana e poderia ajudar e chegar às pessoas. Não me arrependo nada de ter posto nessa altura a Licenciatura em Enfermagem à frente da música.


 

Entretanto, em 2007 terminas a licenciatura.

Na tua opinião, consideras que o facto de seres enfermeiro te ajuda a ser melhor cantor, melhor actor (Sinatra Blue Eyes e West Side Story)? Sentes que isso influencia a tua forma de ver as situações e de agir perante elas?

 

RS - Ser enfermeiro é um estilo de vida…para mim é muito mais que uma profissão! Mudei muito em 4 anos de Licenciatura, dei a mão a muita gente, vi gente morrer nas minhas mãos, vi extremos, lidei com a vida e com a morte, com a alegria e o sofrimento e guardo com carinho todas essas experiências porque fizeram de mim o homem que sou hoje. Claro que quando canto ou represento, lembro-me de algumas situações pelas quais passei e sinto que elas me podem ajudar a enriquecer outras áreas, neste caso, a música.

 


Continua... Em breve, a restante entrevista!
 

 

A equipa de www.ricardosoler.pt.vc deixa um agradecimento especial a todos os que participaram com as suas perguntas!

 

 

 



publicado por Administração às 00:10 | link do post | comentar | favorito

7 comentários:
De vanessaf a 28 de Janeiro de 2009 às 10:53
Obrigada por esta 1ª parte! Vou esperar ansiosamente pela restante entrevista! O que eu gostaria era que as perguntas não chegassem ao fim...:P
*


De Administração a 28 de Janeiro de 2009 às 11:59
Ainda há muito para descobrir... é uma entrevista bastante extensa! ;) Até agora, algo te surpreendeu? O que gostaste mais de saber?
Obrigada pelos teus comentários e continua!

Cumps,
A equipa do site


De vanessaf a 28 de Janeiro de 2009 às 17:09
:)
Há pormenores que são revelados ao longo da entrevista que não eram do conhecimento do público em geral. Mas tenho a certeza que haverão mais "tesouros" na restante parte.
Gostei do encadeamento das questões e das fotos ;)
Parabéns à equipa pela iniciativa e pelo trabalho executado para o site :)
*


De Cinnamon a 29 de Janeiro de 2009 às 02:48
Como é possível só a vanessaf comentar esta entrevista?? Sacrilégiooo!!!
Está fantástica!
Parabéns aos administradores, pelo trabalho e selecção das questões!


De lilipat a 29 de Janeiro de 2009 às 16:29
Parabéns à Administração pelo trabalho...espero ansiosamente pelo resta da entrevista...:D


De nunes a 29 de Janeiro de 2009 às 21:02
A entrevista está muito boa, quer porque o entrevistado desenvolve bem as questões, quer também porque as perguntas estão bem colocadas e são pertinentes.
Parabéns a todos os intervenientes pela qualidade das questões e das respostas!uz


De Marta a 30 de Janeiro de 2009 às 19:21
Parabéns!
Gostei mt da entrevista, espero pelo resto :)


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